Arquivo do mês: agosto 2010

Plebiscito pelo limite da propriedade de terra

Diante da realidade de muita terra em mãos de poucos e de milhões de famílias que buscam terra para viver e trabalhar, o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo lançou a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar.

 Um limite para o tamanho das propriedades para que as áreas excedentes sejam destinadas à reforma Agrária. A Constituição Brasileira determina que a propriedade, para ser legítima, tem que cumprir sua função social, ou seja, tem que ser bem aproveitada, preservar o meio ambiente, respeitar os direitos dos trabalhadores. A propriedade que não cumpre sua função social é ilegítima e deveria ser automaticamente destinada para a Reforma Agrária.

Um limite para que seja garantida nossa soberania territorial. Cresce a cada dia o número de pessoas e empresas do estrangeiro que compram terras e mais terras no Brasil.

 Um limite para garantir a soberania alimentar de nosso país. As estatísticas mostram que as pequenas propriedades é que produzem mais de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. A agricultura é praticada nas pequenas propriedades. Nas grandes se desenvolve o agronegócio que se preocupa não com a produção de alimentos, mas com o que dá lucro, como soja, cana, algodão, eucalipto, destinados à exportação. Um limite para a propriedade possibilitará a produção de mais alimentos para a mesa dos brasileiros, e garantirá nossa soberania alimentar.

É uma questão de bom senso!

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10 Motivos para votar SIM no plebiscito contra os Cursos Pagos

 1. Cursos Pagos em Universidade Pública

Veja o que diz a constituição: Art.206.

O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: (…) IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.

2. Não dependemos desse dinheiro.

Pelo contrário, a maioria dos Cursos Pagos se utiliza do patrimônio público para fins privados. Dos recursos dos Cursos Pagos 30% vão para a UFF e 70%… bem, imagine.

 3. Utilização do espaço público para fins privados.

Os Cursos Pagos são oferecidos utilizando o espaço físico da UFF. Em alguns casos determinados, os espaços são privativos destes cursos.

 4. O estudante de Cursos Pagos paga duas vezes.

A UFF, desde a sua fundação, vem sendo construída com os recursos públicos. Toda a população brasileira contribui financeiramente, através de seus impostos, para que a Universidade Pública seja gratuita e de qualidade. O estudante de graduação ou de pós-graduação, seja strictu ou lato sensu, e a sua família já pagam a Universidade através de seus impostos. Não é justo que pague mensalidade.

5. Quebra do Regime de Professor de Dedicação Exclusiva (DE).

 A imensa maioria dos professores da UFF trabalha em regime de Dedicação Exclusiva, ou seja, os professores DE recebem seus salários para se dedicar, em termos profissionais, integralmente ao ensino, pesquisa e extensão na UFF. Há por lei (Lei n° 7.596/87 e Decreto nº 94.664/87 – artigos 14 e 15) o “impedimento do exercício de outra atividade remunerada, pública ou privada”, com algumas exceções, entre as quais NÂO consta nada que possa se referir a Cursos Pagos. Mas com a prática ilegal de Cursos Pagos e a possibilidade de uma remuneração a mais, chegamos ao absurdo de alguns professores, além de receberam seus salários, recebem também um plus (uma bolsa) para exercerem uma função para qual eles já são remunerados, lecionar nos cursos da UFF. Além de ilegal, essa prática faz com que haja uma desigualdade “financeira” entre os professores da UFF: recebem menos os que dão aula apenas em cursos gratuitos. Certamente isso não ajuda na dedicação dos professores na graduação, no mestrado e do doutorado.

6. Autonomia

]Quando a Universidade parte para alógica de arrecadação através desses cursos, passa a “depender” deles e ter uma visão estritamente, de mercado, perdendo a autonomia em suas escolhas.

7. Contribui para privatização em larga escala.

Cursos Pagos não são um privilégio da UFF. Em muitas universidades essa é uma realidade, em outras já caíram pela justiça. Mas o fato, é que o MEC também trabalha com essa lógica da arrecadação própria das Universidades através desses cursos, e demonstra a tendência de uma responsabilização cada vez menor do Estado com a Educação. Podemos encontrar paralelos em outras esferas, como a Saúde Pública.

8. Utilização do nome da UFF para fins privados.

A UFF é um patrimônio público, construído com a contribuição financeira de todo povo brasileiro e com o trabalho de professores, funcionários e estudantes. Sua qualidade se deve principalmente a isso. Não é aceitável que alguns se utilizem dessa história e do nome da UFF como se fosse uma grife para venderem serviços de educação.

9. Nos Cursos Pagos só entra quem pode pagar.

De maneira ainda mais perversa, os Cursos Pagos fazem com que seja critério para um cidadão se tornar estudante da UFF, a sua condição social. Nega àqueles que não possuem condições financeiras o acesso a determinados cursos. Vale lembrara que o Brasil é recordista em índices de desigualdade social no mundo todo. A UFF não pode ajudar a perpetuara essa lógica.

10. Alguns se acham donos da UFF e fazem dela um balcão de negócios.

 Algumas pessoas da UFF têm se achado donas de determinadas unidades da UFF, porque oferecem um ar condicionado, um data-show, um aquilo outro, em troca de apoio e da perpetuação do poder. Fazem da UFF um balcão de negócio em que se negocia favores políticos e privilégios de muitas espécies.

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II Mostra de Extensão UFF – UENF – IFF

 

Prezados,

A UFF/Campos, por meio da Coordenação de Extensão, vem por meio deste informar que nos dias 18, 19, 20 e 21 de outubro próximo será realizada a II Mostra de Extensão e que todos os coordenadores de projetos de extensão do ESR-UFF deverão apresentar trabalho.

Assim como ocorreu no segundo semestre de 2009, a II Mostra de Extensão terá abertura no Centro de Convenções da UENF, e será realizada pela UFF, UENF e IFF. Trata-se da integração do 8° workshop de Extensão da UENF, da XV Semana de Extensão da UFF e de mais uma Feira de Estágio e Emprego do IFF.

O objetivo desta II Mostra de Extensão é dar continuidade ao trabalho conjunto com as instituições supracitadas, cabendo a cada uma, a confecção e apresentação de banners e apresentação oral, dos respectivos trabalhos, com a participação dos coordenadores e dos bolsistas inscritos nos projetos de extensão e proporcionar a divulgação de nossos projetos e a troca de experiências com as instituições envolvidas.

A II Mostra de Extensão terá seus trabalhos em formato de banner, comunicação oral e de resumo expandido e terão que ser inscritos/entregues à coordenação de Extensão/ESR-UFF até o dia 08/09/10. A edição dos trabalhos apresentados será em CD.

 

 

Campos dos Goytacazes, 20 de Agosto de 2010.

Profa. Ana Maria Almeida da Costa

Coordenadora de Extensão/UFF-Campos

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VII SEMINÁRIO REGINAL SOBRE TRABALHO ESCRAVO NA REGIÃO NORTE FLUMINENSE

 25 E 26 DE AGOSTO DE 2010.

 

TEMA: Ações Concretas Contra o Trabalho Escravo: o Plebiscito Popular pelo Limite de Propriedade e  a PEC 438 .

 

ABERTURA

 

DIA 25/08.

ÁS 18:0O HORAS – MÍSTICA COM A ESCOLA CARLOS CHAGAS.

ÁS 18:30  HORAS -MENSAGEM DAS ENTIDADES QUE COMPÕE O COMITE.

 

ÁS 19:00 HORAS –  A REALIDADE DO TRABALHO ESCRAVO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E REGIÃO.: QUESTÃO AGRÁRIA E A DESIGUALDADE SOCIAL E AS RELAÇÕES DE TRABALHO.

 

PROFESSOR JOSÉ LUIZ VIANA – DIRETOR DA UFF/CAMPOS E PROFESSOR  MARLON GOMES NEY DA UENF.

 

ÁS 20:30 HORAS – PALAVRA  COM OS PARTICIPANTES.

 

ÁS 21:45 HORAS – ENCERRAMENTO – PALAVRA FINAL DOS EXPOSITORES.

 

DIA – 26/08

ÁS 18:00 HORAS – PLEBISCITO POPULAR E O LIMITE DA PROPRIEDADE NO BRASIL. PROFESSOR – MARCOS PLEDLOWISK – PROFESSOR DA UENF.

ÁS 19:00  HORAS – AÇÕES DA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS DO ESTADO E O TRABALHO ESCRAVO. PEDRO STERMBERG

AS 19:30 HORAS – TRABALHO DE GRUPOS – CAROLINA DE CASSÍA.

20:30 HORAS – PLENÁRIA FINAL –  ENCAMINHAMENTOS DO COMITÊ JUVENAL ROCHA.

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Balanço Primeiro Semestre 2010

Caro estudantes,

Primeiramente devemos desculpas por termos parado de postar informações, pois, infelizmente como também temos muitas tarefas como estudantes e diretório, tem sido muito difícil administrar  tudo isso e o blog também. Porém agora com as férias vou postar o balanço deste primeiro semestre para todos nós termos a vizualição de como estamos indo com o desafio e precarização do REUNI. Além disso nos comprometemos a nos organizar e tentar sempre manter o blog atualizado.

Esse primeiro semestre foi de muitas lutas e conquistas que devemos sempre nos orgulhar. A começar pela nossa estadia no conteiner que apesar de todos nós sabermos que está longe ser o ideal, mas com certeza foi o melhor na conjuntura atual.

Também tivemos a semana promovida pelo DACOM contra o prencoceito e a favor da diversidade que nos rendeu um fruto muito importante, além do próprio debate que foi muito gratificante, que será em breve a entrada da matéria de LIBRAS como optativa e que já está  prevista para ser implementada.

Outra conquista que todos os estudantes conseguiram para nós mesmos e para comunidade civil foi a iluminação do Parque Alzira Vargas e a melhoria da segurança neste quarteirão onde se encontra a Universidade, que foi resultado de um protesto na Avenida 28 de Março.

A reunião com Reitor onde os representantes de tumas de todos os cursos se uniram para cobrar atitudes dobre o novo Pólo, um exemplo, de atitude consciente e cidadã sobre a Universidade.

Além de todas as pequenas lutas (que fazem toda a diferença) a respeito da estrutura como a abertura da sala de informática para todos e o mais rápido possível, entre outras coisas.

Também tivemos a Gincana Univertária que foi exemplo de união e perseverança dos alunos da UFF que não se deixaram abater apesar das investidas negativas e trouxe para biblioteca dois mil reais em livros contemplando todos os cursos.

Outra luta que os estudantes da UFF fazem questão de apoiar é contra o trabalho escravo, que em Campos dos Goytacazes ainda tem se mostrado um problema grave, por isso, participamos da Audiência Pública e da passeata contra o trabalho escravo.

Enfim muitas foram as lutas e acredito que nem todas foram aqui contempladas, o que é importante lembrar é que só conseguimos todas essas conquistas porque lutamos juntos por um ideal comum que é uma Universidade de boa qualidade para todos sem distinção de cursos ou qualquer outra coisa que seja e que só unidos poderemos conquistar mais e fazer valer nossos direitos quanto estudantes.

Muitas lutas nos aguardam para o segundo semestre dentre elas: pleibiscito contra os cursos pagos, pleibiscito da terra, termino das obras do pequeno prédio, inicio das obras do Pólo na 15 de novembro, a eleição para novos diretos de forma consciente, solução para o barulho no corredor atrapalhando a aula, entre outras…

Aguardamos sua contribuição para a luta!

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